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Perfil dos pacientes graves de COVID-19: homens, hipertensos e diabéticos


Pessoas com média de 60 anos, a maioria homens e com doenças associadas como hipertensão e diabetes, formam o perfil predominante de pacientes que acabam internados em UTIs brasileiras em decorrência do novo coronavírus. Os dados são do projeto Impacto MR, uma iniciativa do Proadi-SUS, programa que reúne o Hospital Israelita Albert Einstein, Hospital Sírio Libanês, HCor, Hospital Alemão Oswaldo Cruz e Hospital Moinhos de Vento, com Ministério da Saúde e Anvisa.


De março até agora, o estudo reuniu informações preliminares de mais de 300 pacientes com COVID-19 internados em 50 UTIs brasileiras do país - 30% são instituições privadas e 70% instituições que prestam atendimento ao Sistema Único de Saúde (SUS).


Segundo os pesquisadores, entre os pacientes internados na UTI, 69% deles são hipertensos, e 40%, diabéticos, sugerindo alta prevalência de comorbidades nessa população. Além disso, 16% têm alguma doença respiratória.


O tempo médio de internação e necessidade de ventilação também chamam a atenção. Segundo a amostra preliminar , 73% deles precisaram de ventilação mecânica por cerca de seis dias. E permaneceram na UTI durante oito dias, em média.


-O tempo de seguimento ainda é insuficiente para qualquer análise definitiva, mas aparentemente esses pacientes necessitam um período prolongado de ventilação e internação na UTI em relação ao usual - diz Thiago Lisboa, pesquisador do Instituto de Pesquisa do HCor e um dos coordenadores do projeto.


Segundo Lisboa, os dados podem ajudar a traçar estratégias de prevenção e tratamento da doença.


-Além da caracterização desses pacientes, os dados podem permitir acompanhar a dinâmica das admissões pelo novo coronavírus , o impacto nas demais causas de admissão e eventuais mudanças nos desfechos da unidade que possam estar relacionados a uma mudança de perfil de pacientes internados - explica.


O estudo seguirá a coleta de dados até dezembro, quando será feita uma análise com toda a informação da plataforma colaborativa formada pelas mais de 50 UTIs.


Por enquanto, diz Lisboa, ainda é cedo para dizer que a ocupação nas unidades de tratamento intensivo por coronavírus já começa a cair no país:


-Precisamos de mais tempo de observação.


Dados ampliados


O projeto Impacto MR existe desde setembro do ano passado, quando médicos e pesquisadores começaram a reunir informações sobre pacientes para avaliar o impacto de infecções por microrganismos em pacientes internados em UTIs brasileiras.


Até o momento, diz Lisboa, mais de 11 mil pacientes já foram incluídos na pesquisa. Com o surgimento da pandemia de COVID-19, os responsáveis fizeram ajustes no processo de coleta das informações para contemplar também os pacientes do novo coronavírus.


Fonte

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