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Trombose e AVC podem ser complicações do novo coronavírus

Médicos alertam para o surgimento de coágulos sanguíneos em pacientes com COVID-19; dados ainda estão sendo estudados



A COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, é reconhecida por seus impactos no pulmão, comprometendo o sistema respiratório do paciente e provocando tosse, falta de ar e febre como reação do corpo. No entanto, a infecção pode ter mais uma consequência relacionada: a formação de coágulos sanguíneos no corpo humano. A observação desse possível efeito do vírus ganhou destaque após o caso do ator da Broadway, Nick Cordeiro, de 44 anos, que foi diagnosticado com a doença e teve sua perna direita amputada devido à uma obstrução circulatória. O bloqueio da passagem de sangue por coágulos, também conhecido como trombose, passou a receber a atenção de especialistas que estão na linha de frente do combate à COVID-19. Isso porque este tipo de problema pode estar associado também aos casos de pacientes infectados que sofreram um AVC ou derrame.


AVC e trombose em casos de coronavírus

Diversas condições podem categorizar uma doença como um distúrbio trombótico, sendo comum em pacientes com risco de morte. Porém, a taxa desses eventos entre pessoas diagnosticadas com COVID-19 se destacou das demais - tendo surgido relatos até mesmo de indivíduos sem nenhum histórico de condições crônicas e com idade abaixo dos 40 anos. Sem exames ou histórico médico apontando para outras doenças, a ocorrência de derrame e outros distúrbios provocados pelo rompimento ou entupimento de vasos sanguíneos levantou o alerta dos médicos durante o tratamento dos pacientes COVID-positivos. Inicialmente, essa hipótese foi observada em Wuhan, na China, onde relatórios sugeriram eventos trombóticos em pacientes com idade mais avançada. Agora, centros médicos vêm indicando episódios de AVC em pessoas mais jovens, baseado em relatos da rede hospitalar Mount Sinai, de Nova Iorque (EUA).


Embora o coronavírus como causa de AVC ainda seja uma hipótese a ser melhor avaliada, análises de necropsia já indicaram que o vírus pode provocar trombose no pulmão. A grande preocupação, diante desses casos, é justamente o maior risco de morte entre esses pacientes que já ficam com a saúde bastante debilitada pelo vírus.


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